domingo, 9 de maio de 2021

Todos dias no Dia das Mães: Uma linha fora da curva




O segundo domingo de maio como celebração do Dia das Mães tem uma razão histórica nascida nos Estados Unidos e, posteriormente, no Brasil, no governo Getúlio Vargas. É uma homenagem justa, mas que está muito comercializada, sobretudo quando se enfatiza o "dar presente".

Todos os dias é o dia das mães, vividos no respeito, no afeto, na ternura e firmeza. Não sou muito afeito ao fato de que o amor à mãe seja demasiado romântico ou recheado de sentimentalismo que chega a encobrir o sofrimento a quem tanto se diz amar. Todo Dia das Mães é colocado à prova nos 365 dias do ano.

Celebram bem, portanto, o Dia das Mães as pessoas que as valorizam todos os dias ou, então, quem se dá conta das suas "falhas" e se compromete a trilhar caminho diferente a partir deste Dia Das Mães.

O melhor presente que um filho pode dar a sua mãe é viver a própria vida de maneira responsável, adulta e seguindo bons princípios. Construir a própria felicidade é a maior satisfação que o filho pode dar a sua genitora - é tudo o que ela deseja.

Para muitos filhos, no entanto, celebrar o Dia das Mães é momento de autocriticar-se do que celebrar, é momento de mudança do caminho tortuoso, que tanto sofrimento inflige àquela que o trouxe ao mundo. Por mais que as mães tudo perdoe dos filhos, elas não conseguem livrar-se das consequências danosas que as irresponsabilidades deles causam a sua vida.

Ainda sim, celebrar faz parte da existência humana, não seria o Dia das Mães uma data a ser desconsiderada.

Às minhas irmãs, primas, colegas, amigas e mãe a promessa de celebrar o Dia das Mães nos 365 dias , ou o restante deles. Feliz Dia das Mães!



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