domingo, 13 de janeiro de 2019

Ubiraci Moraes: Menos muros e mais pontes

Resultado de imagem para Imagem de muro que separaA construção de muros pode ser justificada por um bom motivo: a proteção. Mas há aquelas razões escamoteadas, que estão sob a égide da xenofobia, da  discriminação ou do nacionalismo egoísta. A fanática intenção, por exemplo, do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em construir um muro na fronteira com o México é uma prova cabal disso. Trump tem discurso conservador e não tolera os imigrantes que buscam dias melhores no estado americano. Demonstra desprezo e desumanidade com essas pessoas. Chegou ao absurdo de separar filhos dos pais  que entravam ilegalmente no  País, um ato monstruoso e desumano condenado pelo mundo.

Os muros não resolvem as mazelas que atingem a sociedade. Podem até oferecer uma solução paliativa, mas estão longe de dar cabo às dificuldades  que maltratam e oprimem o ser humano. Na verdade, eles gritam para serem derrubados, porque representam solidão, distanciamento e falta de liberdade. O mundo todo assistiu extasiado à derrubada do Muro de Berlim, construído a partir do ano de 1961 e colocado no chão da esperança em 1989. Mais uma evidência de que construir para separar não fomenta a paz nem a convivência minimamente saudável.

Em vez disso, é preciso que pontes sejam construídas. Elas possibilitam a aproximação, o diálogo e o encontro, elementos primordiais para o primeiro passo rumo em busca de superação dos males que afligem a humanidade. Não é uma tarefa fácil, mas árdua. Isso porque exige o comprometimento com a construção de um mundo melhor,  com a justiça social, com a alteridade e compaixão por quem sofre, valores tão relegados pelas sociedades, sobretudo aquelas movidas pelo consumismo selvagem e pelo individualismo, que fomentam uma atitude de indiferença às necessidades do próximo.




sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Nota de Falecimento


Prestamos nossa solidariedade aos agentes de saúde do município de Paulista, Região Metropolitana de Recife, pelo falecimento da agente comunitária de saúde (ACS) Gina. Que Deus conforte os familiares e amigos.









quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

O piso salarial nacional tem reajuste de apenas 4,7%

Resultado de imagem para imagem e o salário óO Ministério da Educação (MEC) acaba de anunciar o reajuste do piso salarial dos professores em 4,7%. O valor chega a R$2.557,74, sendo o vencimento inicial dos profissionais do magistério público da Educação Básica que trabalham 40 horas semanais e têm formação de nível médio.








quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Confira a nova lista de licença - prêmio publicada hoje no Diário do município

Você que já solicitou o deferimento da licença - prêmio, uma nova lista foi publica nesta terça-feira (9); confira.

Parabéns ao ACE Ricardo Cerqueira

A imagem pode conter: Ricardo CerqueiraÉ com muita satisfação que parabenizamos o agente de combate às endemias (ACE) e diretor da Associação dos Agentes Comunitários e de Endemias de Salvador (Aaces) Ricardo Cerqueira pela passagem  do seu aniversário. Rogamos a Deus, companheiro, que lhe conceda saúde, dindim no bolso , amor e muitas bênçãos divinas na sua vida. Feliz aniversário!

sábado, 5 de janeiro de 2019

O contrário de amar é morrer

Há quem diga que morreria de amor. Seria mais coerente se afirmasse que daria a vida por amor. Amar é entrega de si, é doar-se sem reservas, é enfrentar os próprios cárceres emocionais, é assumir o risco de morrer. Jesus afirma: "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos" ( Jo 15,13). Morrer, ao contrário, é fechar-se em si mesmo, é negar a solidariedade, é ficar preso no próprio mundo, é mergulhar nas angústias, no ódio e nas frustrações, é um enganoso modo de ganhar a própria vida. Mas, assim, quem "quiser salvar sua vida, a perderá" ( Mc 8,35).

O ser humano trava em si mesmo uma "guerra" entre amar e morrer. Eros e Tânato querem a primazia, em linguagem psicológica. Ou a luta incansável entre o Novo Homem e o Velho Homem, em linguagem teológica. Não somos, portanto, nem inteiramente um nem outro. Apesar disso, devemos "alimentar"  o Eros ou o Novo Homem. Tânato e o Velho Homem não fenecem, mas devem ser "desidratados" , "desnutridos", de modo que não sejam o guia da existência do homem e da mulher.

Os assassinatos, os discursos de ódio, os preconceitos e até mesmo as políticas que retiram direitos dos mais pobres são os efeitos  catastróficos da nutrição dada à morte, ao Tânato ou ao Velho Homem. Quem é movido por esses instintos egoístas forja sofrimentos e desgraças na sociedade. "Quem não ama permanece na morte" ( 1Jo 3,14).

Daí a necessidade de lutar para ter uma vida sob a égide de Eros, do Novo Homem. Alimentar o amor nos impede de ficar presos nos grilhões da morte, nos remete à conexão com nossa Raiz, nosso Fundamento, Deus, que "é Amor" (1Jo 4,8). Ou seja, o amor nos liberta

Seus frutos são a alteridade, o respeito ao próximo, a vivência da solidariedade, o abraço à diversidade, a prática da compaixão e do perdão. Os rótulos não têm valia, se é homem ou mulher, hétero ou homo, negro ou branco, tudo é relativizado, o que importa são as pessoas que devem ser amadas, acolhidas, sem, no entanto, menosprezar suas peculiaridades.

Se for assim, não há outra alternativa senão amar. A razão primeira da humanidade é a promoção do amor, único caminho capaz de libertar os seres humanos das amarras da morte, "porque esta é a mensagem que ouvistes desde o início: que nos amemos uns aos outros" ( 1Jo3,11).


Governo Bolsonaro: Samba do crioulo doido

Resultado de imagem para imagem de samba de crioulo doidoCom cinco dias governando, o governo Bolsonaro bate - cabeça. O presidente afirma uma coisa, logo em seguida é desmentido por um  ministro; a ideia que passa é que há divergências profundas internas, razão por que ocorrem esses "atos falhos".

Em entrevista concedida ao SBT, o presidente afirmou que não foi eleito para cometer maldades contra o povo, um balde de água fria nas pretensões ultraliberais  de Paulo Guedes, cujas reformas maltratam demasiadamente o pobre e o trabalhador.

Perguntar não ofende: Porventura Bolsonaro desconhecia o programa econômico de seu ministro da Fazenda?

Seja como for, o que se vê é uma balbúrdia, é um governo amador desencontrado; as medidas adotadas até aqui prejudicam índios e a Comunidade LGBT.

Postagem em destaque

Prefeitura de Salvador: Indisposição quando o assunto são os agentes de saúde

  Todos sabem da desvalorização com a qual a Prefeitura de Salvador trata os agentes de saúde ao longo de aproximadamente 12 anos. Primeiro ...