terça-feira, 24 de novembro de 2015

Pesquisa revela produção natural de 'maconha' no corpo durante corrida


Pesquisa revela produção natural de 'maconha' no corpo durante corrida
Foto: Getty Images
Estudo realizado na Universidade de Heldeberg, na Alemanha, descobriu que a sensação de euforia e estimulação no corpo humano durante corridas está relacionada à produção natural de substâncias denominadas endocanabióides, semelhantes àquelas encontradas na maconha. Segundo o site Wired UK, durante testes com ratos, o pesquisadores perceberam níveis elevados tanto de endorfinas - substância com efeito de euforia já conhecido - quando de endocanabióides após corrida. Eles ainda observaram que os animais apresentavam menos ansiedade e sensibilidade após o exercício. Quando os cientistas passaram a bloquear os receptores de endocanabinóides com medicamentos, os ratos pararam de ficar relaxados, demonstrando sinais de ansiedade e cansaço. Os pesquisadores apontaram também a necessidade de uma média de cinco quilômetros diariamente para que fosse sentido efeitos similares aos da cannabis.
Bahianotícias

Últimas notícias do PL1628/2015, que regulamenta insalubridade, aposentadoria especial e prioridaden no MCMV dos agentes de saúde.

Depois de ser votado e aprovado por unanimidade pela Comissão Especial da Câmara, o PL1628/15, que regulamenta a insalubridade , a aposentadoria especial e a prioridade no Programa da Minha Casa Minha Vida dos agentes de saúde, ainda está na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados cumprindo a tramitação legal. Ou seja, é preciso que sejam realizadas 5 sessões - a partir do dia 23 de novembro - para depois ser destinado à CCJ do Senado. Esse  prazo é dado para que possíveis apresentações de recursos possam ser realizadas. Espera-se que o projeto seja sancionado ainda no mês de dezembro.

20/11/2015
Mesa Diretora da Câmara dos Deputados ( MESA )
  • Prazo para apresentação de recurso, nos termos do § 1º do art. 58 combinado com o § 2º do art. 132 do RICD (5 sessões a partir de 23/11/2015)

Primeiro caso de microcefalia é notificado em Goiás; MS registra 739 casos suspeitos


Primeiro caso de microcefalia é notificado em Goiás; MS registra 739 casos suspeitos
Foto: Thamyres Ferreira/ MS
Apesar de divulgar inicialmente, durante coletiva nesta terça-feira (24), notificações de 520 casos suspeitos de microcefalia no Brasil, o Ministério da Saúde informou posteriormente o número de 739 bebês nascidos com suspeita do problema até o último sábado (21). De acordo com a pasta, os casos foram identificados em 160 municípios de nove estados do Brasil: Pernambuco (487), Paraíba (96), Sergipe (54), Rio Grande do Norte (47), Piauí (27), Alagoas (10), Ceará (9), Bahia (8) e Goiás (1). Pela primeira vez neste ano, a microcefalia foi notificada fora do Nordeste. Entre o total, há a suspeita de uma morte devido à doença, no estado do Rio Grande do Norte. "O que os pesquisadores estão dizendo é que podemos afirmar com segurança que é acima de 90% a probabilidade de ser verdadeiramente o Zika. Há pesquisadores que chegam a dizer que há 99,5% de certeza que é o Zika vírus. Se tivéssemos uma literatura internacional que nos respaldasse, não tinha nenhum problema. O problema é que tudo que está acontecendo no Brasil é inédito. No mundo todo, não há um caso de epidemia de Zika nem de surto de microcefalia como está acontecendo no Brasil", afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Castro. O gestor lembrou a existência de pesquisas para desenvolvimento de formas de conter o vetor Aedes aegypti, no município de Juazeiro, na Bahia, e na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.
Bahianotícias

Não há nenhuma prova contra Lula, afirma Sérgio Moro


Não há nenhuma prova contra Lula, afirma Sérgio Moro
Foto: Lula Marques/ Agência PT
Na decisão que mandou prender o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e suspeito de intermediar propinas envolvendo contrato de navio-sonda da Petrobras, o juiz Sérgio Moro ressaltou que não há nenhuma prova contra o ex-presidente petista no empréstimo de R$ 12 milhões do banco Schahin ao pecuarista que - segundo os investigadores e com base em delações dos próprios executivos do banco - teria sido para repassar dinheiro ao PT. "Não há nenhuma prova de que o ex-Presidente da República estivesse de fato envolvido nesses ilícitos, mas o comportamento recorrente do investigado José Carlos Bumlai levanta o natural receio de que o mesmo nome seja de alguma maneira, mas indevidamente, invocado para obstruir ou para interferir na investigação ou na instrução", aponta o magistrado na decisão. Moro ainda faz referência às delações premiadas do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, na qual ele cita que o pecuarista teria utilizado várias vezes o nome do ex-presidente para intermediar em negócios. De acordo com o juiz, Bumlai "teria se servido, por mais de uma vez e de maneira indevida, do nome e autoridade do ex-presidente da República para obter benefícios". Além do magistrado, o procurador da República, Carlos Fernando dos Santos, disse, em entrevista na sede da PF, em Curitiba, que não é possível calcular o envolvimento de Lula nas operações financeiras. "Havia o uso do nome do ex-presidente, mas até o momento, em nossos levantamentos não houve alguma intercessão, apenas ouvimos nos depoimentos que as ordens vinham de cima", comentou. Ao mesmo tempo em que aponta a falta de provas do envolvimento do ex-presidente, o juiz da Lava Jato destaca o papel decisivo do pecuarista em "episódios criminosos" envolvendo o PT. "João Carlos Bumlai se insere totalmente nesse quadro, pois as provas indicam que disponibilizou seu nome e suas empresas para viabilizar de maneira fraudulenta recursos a partido político, com todos os danos decorrentes à democracia, e, posteriormente, envolveu-se na utilização de contrato público de empresa estatal para obter vantagem indevida para si e para outrem", escreveu. Sérgio Moro considerou a prisão do pecuarista José Carlos Bumlai, alvo central da Operação Passe Livre, deflagrada nesta terça-feira, 24, necessária dentro de um contexto de corrupção sistêmica e profunda. "Excepcional no presente caso não é a prisão cautelar, mas o grau de deterioração da coisa pública revelada pelos processos na Operação Lava Jato, com prejuízos já assumidos de cerca de seis bilhões de reais somente pela Petrobras e a possibilidade, segundo investigações em curso no Supremo Tribunal Federal, de que os desvios tenham sido utilizados para pagamento de propina a dezenas de parlamentares, comprometendo a própria qualidade de nossa democracia", escreveu Moro, em sua decisão de prisão de Bumlai. "Embora as prisões cautelares decretadas no âmbito da Operação Lava Jato recebam pontualmente críticas, o fato é que, se a corrupção é sistêmica e profunda, impõe-se a prisão preventiva para debelá-la, sob pena de agravamento progressivo do quadro criminoso", diz Moro, em decisão do dia 19. "Se os custos do enfrentamento hoje são grandes, certamente serão maiores no futuro. O país já paga, atualmente, um preço elevado, com várias autoridades públicas denunciadas ou investigadas em esquemas de corrupção, minando a confiança na regra da lei e na democracia." 
Bahianotícias

Bahia, Salvador e Região Metropolitana lideram taxa de desocupação no país, aponta IBGE


Bahia, Salvador e Região Metropolitana lideram taxa de desocupação no país, aponta IBGE
Foto: Gabriel Jabur/ Agência Brasília
O IBGE apontou nesta terça-feira (24) que a Bahia, Salvador e a região metropolitana da capital baiana lideram a taxa de desocupação na comparação com outras áreas similares do país. O índice refere-se ao 3º trimestre de 2015 e atingiu a marca de 9 milhões de pessoas desempregadas, segundo a PNAD contínua. De acordo com o IBGE, a Bahia mostrou a maior taxa de desocupação (12,8%) e Santa Catarina (4,4%), a menor. Entre os 27 municípios das capitais, Salvador tinha a maior taxa (16,1%) e Rio de Janeiro (5,1%) a menor. Entre as 21 regiões metropolitanas investigadas, Salvador (17,0%) tinha a maior taxa de desocupação e Curitiba (5,7%) a menor. A taxa de desocupação no país ficou em 8,9%. Foi a maior taxa da série iniciada em 2012. O Nordeste apresentou a maior taxa (10,8%) e o Sul, a menor, 6,0%. No Nordeste, do 3º trimestre de 2014 para o 3º trimestre de 2015, houve alta de 2,2 pontos percentuais na taxa de desocupação e na Região Sul, de 1,8 ponto percentual. A taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos de idade (19,7%) apresentou patamar elevado em relação à taxa média total (8,9%). Este comportamento foi verificado, tanto para o Brasil, quanto para as cinco Grandes Regiões.
Bahianotícias

Dados do MS apontam aumento de 30% em casos suspeitos de microcefalia em 1 semana


por Renata Farias
Dados do MS apontam aumento de 30% em casos suspeitos de microcefalia em 1 semana
Foto: Thamyres Ferreira/ MS
O Ministério da Saúde (MS) informou, em entrevista coletiva nesta terça-feira (24), que o número de casos suspeitos de microcefalia aumentou para 520 em 160 municípios de nove estados da região Nordeste, o que corresponde a um crescimento de aproximadamente 30,3% em uma semana. De acordo com o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis da pasta, Cláudio Maierovitch, o número corresponde a notificações obtidas até a última sexta-feira (20). O estado de Pernambuco permanece com maior número de casos, 268, e conta com equipes do MS em campo. O ministro da Saúde, Marcelo Castro, ressaltou que a pasta tem como principal objetivo informar a população sobre o problema e, na tentativa de manter os dados claros, realizará toda terça-feira uma coletiva de atualização dos números. "O Ministério da Saúde está, juntamente com todos os pesquisadores, infectologistas e todos envolvidos nessa questão, bastante atento ao problema", afirmou Castro sobre o surto de microcefalia e a epidemia de dengue, chikungunya e zika. "Quero chamar atenção de que é o primeiro caso do mundo. Por causa desse ineditismo, não temos relatos e literaturas, nem ações em outros países que possam nos orientar nessa situação", completou. Segundo o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes Aegypti (LIRAa) 2015, 199 municípios brasileiros estão em situação de risco de surto das três doenças virais. Entre as 18 capitais que encaminharam resultados sobre a pesquisa ao Ministério da Saúde, apenas Rio Branco (Acre) está em situação de risco. Salvador, no entanto, não enviou os resultados, assim como Macapá (Amapá), Manaus (Amazonas), Maceió (Alagoas), Natal (Rio Grande do Norte), Vitória (Espírito Santo), Goiânia (Goiás), Florianópolis (Santa Catarina) e Porto Alegre (Rio Grande do Sul).
Bahianotícias

Religião é benéfica para tratamento psiquiátrico, diz associação


Ouvir o texto
PUBLICIDADE
"É mole? Vou ao médico tratar da depressão e ele me manda rezar!". A recomendação que gerou surpresa na médica e professora universitária Maria Inês Gomes, 67, agora tem aval da Associação Mundial de Psiquiatria.
No mês passado, a entidade aprovou documento declarando a importância de se incluir a espiritualidade no ensino, pesquisa e prática clínica da psiquiatria. A SBP (Sociedade Brasileira de Psiquiatria) ainda não se posicionou sobre o assunto.
A proposta, obviamente, não é "receitar" uma crença religiosa ao paciente, mas conversar sobre o assunto.
O indexador de estudos científicos PubMed, do governo americano, lista mais de mil estudos sobre o tema.
Os recursos espirituais avaliados nesses trabalhos variam bastante, desde acreditar em Deus ou um poder superior, freqüentar alguma instituição religiosa ou mesmo participar de programas de meditação e de perdão espiritual, mas a grande maioria conclui que há correlação entre espiritualidade e bem-estar.
O maior impacto positivo do envolvimento religioso na saúde mental é entre pessoas sob estresse ou em situações de fragilidade, como idosos, pessoas com deficiências e doenças clínicas.
Não se trata, claro, da prova científica da ação de Deus –uma hipótese dos pesquisadores é que religiosidade sirva, por exemplo, para reforçar laços sociais, reduzindo a incidência de solidão e depressão e amenizando o estresse causado por doenças ou perdas.
Três meta-análises (revisões científicas) já realizadas sobre o tema indicam que, após controle de variáveis como estado de saúde da pessoa, a frequência a serviços religiosos esteve associada a um aumento médio 37% na probabilidade de sobrevida em doenças como o câncer. O desafio é entender exatamente como isso acontece.
Angelo Savastano/Folhapress
A médica e professora universitária Maria Inês Gomes, 67, de Juiz de Fora (MG), que ouviu seu psicanalista falar sobre a importância da espiritualidade
A médica e professora Maria Inês Gomes, 67, que ouviu seu psicanalista falar sobre a importância da fé
Uma das explicações propostas é a ativação do chamado eixo "psiconeuroimunoendócrino", em que uma emoção positiva seria capaz de alterar a produção de hormônios que, por exemplo, reduziriam a pressão arterial.
"O impacto da religião e espiritualidade sobre a mortalidade tem se mostrado maior que a maioria das intervenções, como o tratamento medicamentoso da hipertensão arterial ou o uso de estatinas", afirma Alexander Moreira-Almeida, professor de psiquiatria da Universidade Federal de Juiz de Fora.
Um outro estudo recente publicado na revista "Cancer", da Sociedade Americana de Câncer, revisou dados obtidos com mais de 44 mil pacientes e concluiu que são os aspectos emotivos da espiritualidade e da religiosidade aqueles que mais trazem benefícios para a saúde física e mental de pacientes com a doença. O mesmo não acontece quando o paciente se dedica a meramente estudar ou pesquisar sobre a religião.
EFEITO NEGATIVO
Ao mesmo tempo, segundo Almeida, as crenças religiosas também podem atuar de modo negativo, quando enfatizam a culpa e a aceitação acrítica de ideias ou transferem responsabilidades.
"Piores desfechos em saúde são observados quando há uma ênfase na culpa, punição, intolerância, abandono de tratamentos médicos. A existência de conflitos religiosos internos ao indivíduo ou em relação à sua comunidade religiosa também está associada a piores indicadores de saúde."
Por essa razão, é importante que os profissionais tenham em conta a dupla natureza da religião e espiritualidade, segundo Kenneth Pargament, professor de psicologia clínica na Bowling Green State University (Ohio).
"Elas [religião e espiritualidade] podem ser recursos vitais para a saúde e bem-estar, mas eles também podem ser fontes de perigo", diz ele, que esteve no Brasil neste mês falando sobre o assunto no início do mês no Congresso Brasileiro de Psiquiatria.
Ele lembra que, por muitos anos, psicólogos e psiquiatras evitaram a religião e a espiritualidade na prática clínica. Entre as razões, estaria a antipatia pela religião que sempre houve entre os ícones da psicologia, como Sigmund Freud.
Para Pargament, é importante a compreensão de que a religião e a espiritualidade são entrelaçadas no comportamento humano e que os profissionais precisam estar preparados para avaliar e abordar questões que surjam no tratamento.
"Para muitas pessoas, a religião e a espiritualidade são recursos-chave que podem facilitar o seu crescimento. Para outros, são fontes de problemas que precisam ser abordadas durante o tratamento. Isso precisa ser compreendido pelos profissionais de saúde."
Entre as técnicas que estão sendo estudadas para essa abordagem estão programas, por exemplo, para ajudar pessoas divorciadas a lidar com amargura e raiva, ou vítimas de abuso sexual e mulheres com distúrbios alimentares.
-
ESTUDOS SOBRE FÉ, ESPIRITUALIDADE E SAÚDE
Religião, espiritualidade e saúde física em pacientes com câncer
> Publicação: 2015, no periódico "Cancer"
> Resumo: A meta-análise congregou resultados obtidos com mais de 32 mil pacientes para concluir que a saúde física dos pacientes com câncer melhora com a experiência de religiosidade ou de espiritualidade. Isso ocorre mais pela relação emotiva do que por aquela mais racional com a religião/espiritualidade.
Caminhos distintos entre Religiosidade, Espiritualidade e Saúde
> Publicação: 2014, no periódico "Circulation"
> Resumo: Os autores do estudo propõem separar os efeitos na saúde física que poderiam ser atribuídos à religião e os que poderiam ser atribuídos à espiritualidade. A proposta é que a religião poderia fomentar hábitos saudáveis, enquanto a espiritualidade traria melhor equilíbrio emocional
Doenças mentais, religião e espiritualidade
> Publicação: 2013, no periódico "Journal of Religion and Health"
> Resumo: A meta-análise analisou 43 estudos do período entre 1990 e 2010 e viu que 72% deles mostram resultados positivos entre a dimensão espiritual/religiosa e a saúde física, especialmente para demência, depressão e dependência química. A Esquizofrenia e o transtorno bipolar não são afetados

Fonte: Folha de São Paulo

Postagem em destaque

Prefeitura de Salvador: Indisposição quando o assunto são os agentes de saúde

  Todos sabem da desvalorização com a qual a Prefeitura de Salvador trata os agentes de saúde ao longo de aproximadamente 12 anos. Primeiro ...